mas me apetece falar sobre a leitura q inicio... com o afinco da solidão... conclui "um rio chamado tempo, uma casa chamada terra", de mia couto, e inicio chico buarque do brasil. com certo pesar, é verdade. pq é o segundo e derradeiro (ambos presentes do meu chéri amour!!! merci, mon chevalier!) livro q trago comigo em português.
ontem à noite, comecei, mansamente, a ler os ensaios sobre chico. leio sem pressa. como a degustar os olhos de mar... (afinal chico é meu homem ideal. junto com vitor ramil. ambos depois do meu cavaleiro, evidentemente...).
pq eu não gosto do fischer (o proprio, luiz augusto), começo por ele. bela surpresa. belo ensaio. sobre iracema de chico, alinhavando josé de alencar, claro (o pai de todas as iracemas...!), adoniram barbosa, sousândrade, olavo bilac, caetano e, por fim, chico. a miscelânea parece assustadora. mas o texto é circular nas idéias. alguns trava-linguas pra meu gosto (literatice...!); enfim, a costura ficou muito muito interessante.
por essas casualidades, o ensaio seguinte era sobre admiração de clarice (a lispector) por chico. pérolas. delicioso. clarice era escritora autêntica de oficio. gosto ainda mais dessa mulher.
( * )continuo com problemas em acentuar agudamente "a", "i", "o" e "u". teclado francês...
Tuesday, April 24, 2007
Thursday, April 19, 2007
premier jour 17 avril 2007
hoje foi meu primeiro dia em clermont-ferrand… depois da epopéia da chegada, o dia foi tranquilo. escrevo do meu quarto, onde tenho banheiro, cama, « parteleiras », uma mesa para estudo e uma cadeira.
da janela agora vejo lempdes (a cidade mais próxima) anoitecer. je suis fatiguée… il n'y a pas des « subtitles » pour personnes… foi cansativo o esforço para compreender qualquer palavra dirigida a mim durante o dia. e responder ainda… ganhei elogios (soy contenta !!!). mas gostaria de saber quanto tempo para passar essa sensação e o cansaço.
minha viagem de bruxelas à clermont foi um capítulo à parte; tal como minha chegada. belas paisagens, longas paradas no meio do nada e quase 100 páginas de mia couto depois, desembarco na confusa gare de lyon com mais de duas horas de atraso. perdida a conexão, no meio de trens atrasados, um atropelo de gentes, bagagens, policiais, dois objetivos : comprar o bilhete para o próximo trem à clermont e um cartão telefônico para ligar para annabel que me aguardava na gare de clermont… primeiro objetivo alcançado com sucesso e tranquilidade! o segundo… ficou pra história…
em lyon, um passa pra cá e pra lá de gente... os policiais levam um suspeito. nada, a não ser pela cara de árabe…
embarco no trem 20h. um par de páginas de mia couto e um sonhinho. desembarco 23h em clermont. ninguém me espera na gare. princípio de pânico. um saïd vem a título de ajudar-me, perguntando sobre meu destino (coisa que se faça com uma estrangeira perdida e sozinha....). apresso-me em decisões. sem ônibus ou trem no horário, taxi: 20 euros. saïd propõe ficar no hotel em frente onde está hospedado. merci beacoup…. « vou de táxi… ».
chego em enita, graças aos deuses da boa vagabundagem estudantil, os vizinhos tomam cerveja a jogam cartas. meu nome fixado em uma lista com o número do quarto reservado facilita. eles telefonam para alguém que prontamente traz minha chave. a meia noite estávamos instalados, moi e 30 kg de bagagem em meu novo temporário lar…
aparte n°1. antes da epopéia foram dias em número 10, em sensações de uma vida, descobrindo quatro novas cidades e dois novos países. de novas bebidas, pratos, cheiros, idiomas, o que guardo por mais valor é a companhia do meu cavaleiro, seu sorriso ao mostrar e explicar-me as « novidades » do velho mundo.
aparte n°2. mia couto é mágico.
da janela agora vejo lempdes (a cidade mais próxima) anoitecer. je suis fatiguée… il n'y a pas des « subtitles » pour personnes… foi cansativo o esforço para compreender qualquer palavra dirigida a mim durante o dia. e responder ainda… ganhei elogios (soy contenta !!!). mas gostaria de saber quanto tempo para passar essa sensação e o cansaço.
minha viagem de bruxelas à clermont foi um capítulo à parte; tal como minha chegada. belas paisagens, longas paradas no meio do nada e quase 100 páginas de mia couto depois, desembarco na confusa gare de lyon com mais de duas horas de atraso. perdida a conexão, no meio de trens atrasados, um atropelo de gentes, bagagens, policiais, dois objetivos : comprar o bilhete para o próximo trem à clermont e um cartão telefônico para ligar para annabel que me aguardava na gare de clermont… primeiro objetivo alcançado com sucesso e tranquilidade! o segundo… ficou pra história…
em lyon, um passa pra cá e pra lá de gente... os policiais levam um suspeito. nada, a não ser pela cara de árabe…
embarco no trem 20h. um par de páginas de mia couto e um sonhinho. desembarco 23h em clermont. ninguém me espera na gare. princípio de pânico. um saïd vem a título de ajudar-me, perguntando sobre meu destino (coisa que se faça com uma estrangeira perdida e sozinha....). apresso-me em decisões. sem ônibus ou trem no horário, taxi: 20 euros. saïd propõe ficar no hotel em frente onde está hospedado. merci beacoup…. « vou de táxi… ».
chego em enita, graças aos deuses da boa vagabundagem estudantil, os vizinhos tomam cerveja a jogam cartas. meu nome fixado em uma lista com o número do quarto reservado facilita. eles telefonam para alguém que prontamente traz minha chave. a meia noite estávamos instalados, moi e 30 kg de bagagem em meu novo temporário lar…
aparte n°1. antes da epopéia foram dias em número 10, em sensações de uma vida, descobrindo quatro novas cidades e dois novos países. de novas bebidas, pratos, cheiros, idiomas, o que guardo por mais valor é a companhia do meu cavaleiro, seu sorriso ao mostrar e explicar-me as « novidades » do velho mundo.
aparte n°2. mia couto é mágico.
Monday, April 02, 2007
de partida
retomo escritos desde o lado de lá do atlântico em momento oportuno.
sem estardalhaços de existir, me ocupo agora de minhas irmãs, papá e mamá, minha vó, o pequeno antônio, minhas boas e pouco numerosas amizades, e meu querido cavaleiro eduardo charmant ernesto filippi...
à bientôt!
sem estardalhaços de existir, me ocupo agora de minhas irmãs, papá e mamá, minha vó, o pequeno antônio, minhas boas e pouco numerosas amizades, e meu querido cavaleiro eduardo charmant ernesto filippi...
à bientôt!
Saturday, February 03, 2007
exílio premeditado
caetano canta if you hold a stone, holding in your hands, if you feel the way, you'll never be late, to understand...
vou embora. 3 anos.
antecipo a saudade. choro a ausência com data marcada do meu cavaleiro.
e penso nas providências práticas em idioma equivocado.
vou embora. 3 anos.
antecipo a saudade. choro a ausência com data marcada do meu cavaleiro.
e penso nas providências práticas em idioma equivocado.
Thursday, January 11, 2007
concluindo...
minha dissertação [ !!!! ]
escuto os the beatles [ !!!! ]
até almoçei hoje [ ?!!! ]
e estou apaixonada [ !!!! ]
é
a glória [ !!!! ]
e 'wait' é meu oráculo...!!!
It’s been a long time, now I’m coming back home,
I’ve been away now, oh how I’ve been alone,
Wait till I come back to your side,
We’ll forget the tears we cried.
But if your heart breaks, don’t wait, turn me away,
And if your heart’s strong, hold on, I won’t delay,
Wait till I come back to your side,
We’ll forget the tears we cried.
I feel as though you ought to know
That I’ve been good, as good as I can be,
And if you do, I’ll trust in you,
And know that you will wait for me.
It’s been a long time, now I’m coming back home,
I’ve been away now, oh how I’ve been alone,
Wait till I come back to your side,
We’ll forget the tears we cried.
I feel as though you ought to know
That I’ve been good, as good as I can be,
And if you do, I’ll trust in you,
And know that you will wait for me.
But if your heart breaks, don’t wait, turn me away,
And if your heart’s strong, hold on, I won’t delay,
Wait till I come back to your side,
We’ll forget the tears we cried.
It’s been a long time, now I’m coming back home,
I’ve been away now, oh how I’ve been alone
escuto os the beatles [ !!!! ]
até almoçei hoje [ ?!!! ]
e estou apaixonada [ !!!! ]
é
a glória [ !!!! ]
e 'wait' é meu oráculo...!!!
It’s been a long time, now I’m coming back home,
I’ve been away now, oh how I’ve been alone,
Wait till I come back to your side,
We’ll forget the tears we cried.
But if your heart breaks, don’t wait, turn me away,
And if your heart’s strong, hold on, I won’t delay,
Wait till I come back to your side,
We’ll forget the tears we cried.
I feel as though you ought to know
That I’ve been good, as good as I can be,
And if you do, I’ll trust in you,
And know that you will wait for me.
It’s been a long time, now I’m coming back home,
I’ve been away now, oh how I’ve been alone,
Wait till I come back to your side,
We’ll forget the tears we cried.
I feel as though you ought to know
That I’ve been good, as good as I can be,
And if you do, I’ll trust in you,
And know that you will wait for me.
But if your heart breaks, don’t wait, turn me away,
And if your heart’s strong, hold on, I won’t delay,
Wait till I come back to your side,
We’ll forget the tears we cried.
It’s been a long time, now I’m coming back home,
I’ve been away now, oh how I’ve been alone
Monday, December 25, 2006
Tuesday, December 12, 2006
Magna civitas, magna solitudo
Melhor seria vender doces no parque. O dia está bonito, e todos vão ao parque quando o dia está bonito. Podem comprar meus doces. Mas hoje é domingo, e eu não quero trabalhar. Também não quero ficar em casa. Isabel levou as crianças à igreja. Eu não gosto de igreja. Meu cigarro acabou.
Tem futebol mais tarde. O negro Júlio já está marcando o ritmo da torcida no buteco. Cerveja gelada, samba e cheiro de churrasquinho às onze da manhã. Eles riem, bebem e falam alto. Regina, a vizinha da frente, fuma um cigarro num canto. O marido dela não gosta que ela fume. Isabel odeia que eu compre cigarros. Não é pelo cheiro. Júlio tem um sorriso imenso e toca um surdo gigantesco. Olhando parece fácil lidar com aquele trambolho feliz. Nunca tive habilidade com música.
Os outros comentam a escalação do time e a burrice do técnico, o chefe que lhes aporrinha toda semana, o filho do Zé que se meteu com o Nequinho da boca de fumo. Tudo em tom de noticiário. São assuntos. Eu não gosto de futebol, não tenho chefe e meus filhos têm juízo demais. Eles falam demais, riem demais. Não têm nada que converse comigo. Menos o Júlio. Ele conversa com o surdo.
Samba, cerveja e churrasquinho. Acendo meu cigarro, mas não dá pra tragar com essa bagunça. Não sei se é o sol, a música ou as risadas. Vou à missa, encontrar Isabel.
Tem futebol mais tarde. O negro Júlio já está marcando o ritmo da torcida no buteco. Cerveja gelada, samba e cheiro de churrasquinho às onze da manhã. Eles riem, bebem e falam alto. Regina, a vizinha da frente, fuma um cigarro num canto. O marido dela não gosta que ela fume. Isabel odeia que eu compre cigarros. Não é pelo cheiro. Júlio tem um sorriso imenso e toca um surdo gigantesco. Olhando parece fácil lidar com aquele trambolho feliz. Nunca tive habilidade com música.
Os outros comentam a escalação do time e a burrice do técnico, o chefe que lhes aporrinha toda semana, o filho do Zé que se meteu com o Nequinho da boca de fumo. Tudo em tom de noticiário. São assuntos. Eu não gosto de futebol, não tenho chefe e meus filhos têm juízo demais. Eles falam demais, riem demais. Não têm nada que converse comigo. Menos o Júlio. Ele conversa com o surdo.
Samba, cerveja e churrasquinho. Acendo meu cigarro, mas não dá pra tragar com essa bagunça. Não sei se é o sol, a música ou as risadas. Vou à missa, encontrar Isabel.
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