a propósito de uma questão formulada em um canto agradável do ocidente sobre o que é, afinal de contas, uma data, motivada pela minha curiosidade sobre as comemorações de um certo aniversário, especulemos... já que there’s no answer, ou porque buscamos sentido, muito mais que respostas, tal como wittgenstein.
as datas, antes de qualquer outra coisa, são convenções. além dessa obviedade, cada classe de datas [no sentido taxonômico e não marxista, bem entendido] serve a um propósito distinto, de acordo com o regime político, econômico, religioso, cultural, ideológico, etc, etc, em hora vigente. passemos ‘a lo largo’ de feriados cívicos e datas santas, onde, ainda assim, não se deixa de comemorar certos aniversários de uns poucos mais ilustres que a vasta inominada massa de mortais. o aniversário parece cumprir função semelhante àquilo que chamamos de ano novo, ou seja, serve ao tempo. tempo que ainda carece de definição metafísica de consenso, é designado, sendo de inegáveis utilidade lingüística e semântica, ainda que de pouco efeito prático cotidiano, nos seguintes, entre outros, termos do nosso idioma: “duração limitada, por oposição à idéia de eternidade; sucessão de anos, dias, horas, momentos, que envolve, para o homem, a noção de presente, passado e futuro; meio indefinido onde se desenrolam, irreversivelmente, as existências na sua mutação, os acontecimentos e os fenômenos na sua sucessão”.
no entanto, mais que à passagem, é à materialização da passagem a que se prestam as comemorações de nascimento, cabendo alguma contabilidade, que passa por perdas (de tempo, pessoas, lugares, tônus, palavras) e ganhos (de histórias, pessoas, lugares, rugas, palavras), os quais, todos somados e sem rejeitos, nos lembram que tempo... passa, mas, e a graça da coisa toda, cada um faz o seu.
mas os aniversários ainda nos servem para dedicarmos palavras afetuosas etc etc etc...
dei essa volta, e pilhérias à parte, afinal uma ‘deixa’ não pode passar por diante sem ser devidamente executada, tal como no futebol, bola que sobra, azar é do goleiro, o q era pra ser um inocente e bem mais sucinto cumprimento de felicitações acabou, com os devidos cortes em nome do decoro não sei de quem, publicado nesse domingo tórrido, onde eu ainda devo visitar o condomínio verbeat duzentos anos sem saber nada sobre a vizinhança... feio...
Sunday, February 05, 2006
Saturday, February 04, 2006
c'est ne pas posible negar q nós somos colonizados. c'est triste, trop triste, mais c'est vrai.
estou contra o sistema nesse momento. maiores, mais sérios e encadeados comentários não tenho vontade de fazer. acordei 3h, durmi no meio de 'casablanca', sonhei com humphrey boggart, pra terminar publicando um link pro le monde. são 4h38, vou durmir. tenho uma batalha against the system tomorrow...
Tuesday, January 24, 2006
oh...
depois de refletir um cigarro, me dou conta de três coisas. 1. o perplexo abaixo foi o primeiro post do ano. 2. tenho fome. 3. ninguém mais deve acessar esse blog relapso...
mais de um mês sem postar... não esperem q eu atualize a vida. it would be boring, for me and for you...! trust me.
nesse mês tive q terminar de escrever os ensaios das disciplinas do mestrado, fazer uma mudança de casa, e todo o trabalho braçal e burocrático q isso implica [aliás esfregando as paredes do meu apartamento velho q eu tive a sacada de pq pobre não se entedia. não é possível, pois não sobra tempo. simples. trop simples.], escrever um projeto de pesquisa e preparar minha pesquisa exploratória.
e agora nesse exato instante, é isso q eu faço. pesquisa exploratória. bom jesus, são francisco de paula. o lugar é absolutamente lindo. tem algumas excreções estéticas, como pinus eliotis. bem, mas culpar o dinheiro pelos males do mundo, como eu ia fazer em sentença abortada antes de formulada, seria tão simples, quanto ingênuo e ou estúpido.
sejamos realistas, o homem veio à existência com um ou dois pares de genes mofados. e isso não tem solzinho q dê jeito. só uma gente celerada como os americanos podem pensar q o mundo, incluindo o homem, é projeto arquitetônico. sem precisar desenvolver, pobres arquitetos...
o pessoal de campo aqui são uns gaúchos de muito fundamento, laçadores, tropeiros, gente antiga, séria, gentilíssima e simples. [...]
nesse mês tive q terminar de escrever os ensaios das disciplinas do mestrado, fazer uma mudança de casa, e todo o trabalho braçal e burocrático q isso implica [aliás esfregando as paredes do meu apartamento velho q eu tive a sacada de pq pobre não se entedia. não é possível, pois não sobra tempo. simples. trop simples.], escrever um projeto de pesquisa e preparar minha pesquisa exploratória.
e agora nesse exato instante, é isso q eu faço. pesquisa exploratória. bom jesus, são francisco de paula. o lugar é absolutamente lindo. tem algumas excreções estéticas, como pinus eliotis. bem, mas culpar o dinheiro pelos males do mundo, como eu ia fazer em sentença abortada antes de formulada, seria tão simples, quanto ingênuo e ou estúpido.sejamos realistas, o homem veio à existência com um ou dois pares de genes mofados. e isso não tem solzinho q dê jeito. só uma gente celerada como os americanos podem pensar q o mundo, incluindo o homem, é projeto arquitetônico. sem precisar desenvolver, pobres arquitetos...
o pessoal de campo aqui são uns gaúchos de muito fundamento, laçadores, tropeiros, gente antiga, séria, gentilíssima e simples. [...]
Monday, December 12, 2005
dor, prazer e solidão ou uma leitura perniciosa...
tinha q ler sobre democracia radical, bons e maus governos, política de aquisição de alimentos da agricultura familiar. acabei c/ a 'teoria do prazer, por um materialismo hedonista'.
claro, pq eu sou maior cdf li quase tudo + a 'teoria', q era pra relaxar, antes de prosseguir. mas me custou largar o livro.
[...] expõem uma idéia q me fez pensar. a dor e o prazer tem a particularidade de revelar uma condição. a solidão.
não consegui fechar questão. a dor é fato. a experiência da dor é solitária, ainda q vc tenha amparo. a dor profunda, física ou moral, aquela q te macera o coração, a alma, a vontade, é algo q ninguém pode 'tirar' de vc [mesmo q esteja cercado das melhores intenções]. enfim, a dor não é uma experiência compartilhada e tem mesma essa singularidade de mostrar pra vc q vc é vc e apenas vc nesse mundo...
por outro lado, o prazer, q nunca pensei nesses termos, pode te revelar só; mas é uma experiência plena de compartilhamento. mas essa potencialidade depende de que tipo de prazer está em questão. ouvir uma música é deleite solitário. ler rubem fonseca também.
mas o prazer sexual é uma dimensão diferente. ele pode te dar a exata medida da solidão em períodos prolongados de abstinência. terrivelmente terrível, mas óbvio. mas me ocorre pensar nessa solidão dentro do ato sexual, ou após.

a experiência do prazer, quando o encontro é profundo, o q não é comum [pelo contrário. o q é uma lástima], é essencialmente compartilhada. 'n' variáveis determinam q isso aconteça. mas a lógica q resume a idéia é: i.vc sente prazer, ii.vc proporciona prazer, iii.ver o outro sentir prazer, iv.aumenta aumenta o seu próprio prazer. muito resumidamente, pra mim, essa é a lógica do sexo, stritu sensu, bem feito. [tem outras componentes, o cheiro, o gosto, a pele, os olhos, o cérebro, e outras 'substâncias' mais... mas não é um tratado. paramos aqui.]
bom, mas, e isso talvez seja pernicioso, após o 'êxtase-auge-clímax-orgasmo-gozo', 'dois' são 'dois' novamente. e parecia tão melhor ficar assim sendo 'um'... bem, falo de bom sexo, perceber q 'um' é muito mais mágico-gostoso-delirante-sensacional, te faz dar uma tremenda importância pro outro...! dangerous...
claro, pq eu sou maior cdf li quase tudo + a 'teoria', q era pra relaxar, antes de prosseguir. mas me custou largar o livro.
[...] expõem uma idéia q me fez pensar. a dor e o prazer tem a particularidade de revelar uma condição. a solidão.
não consegui fechar questão. a dor é fato. a experiência da dor é solitária, ainda q vc tenha amparo. a dor profunda, física ou moral, aquela q te macera o coração, a alma, a vontade, é algo q ninguém pode 'tirar' de vc [mesmo q esteja cercado das melhores intenções]. enfim, a dor não é uma experiência compartilhada e tem mesma essa singularidade de mostrar pra vc q vc é vc e apenas vc nesse mundo...
por outro lado, o prazer, q nunca pensei nesses termos, pode te revelar só; mas é uma experiência plena de compartilhamento. mas essa potencialidade depende de que tipo de prazer está em questão. ouvir uma música é deleite solitário. ler rubem fonseca também.
mas o prazer sexual é uma dimensão diferente. ele pode te dar a exata medida da solidão em períodos prolongados de abstinência. terrivelmente terrível, mas óbvio. mas me ocorre pensar nessa solidão dentro do ato sexual, ou após.

a experiência do prazer, quando o encontro é profundo, o q não é comum [pelo contrário. o q é uma lástima], é essencialmente compartilhada. 'n' variáveis determinam q isso aconteça. mas a lógica q resume a idéia é: i.vc sente prazer, ii.vc proporciona prazer, iii.ver o outro sentir prazer, iv.aumenta aumenta o seu próprio prazer. muito resumidamente, pra mim, essa é a lógica do sexo, stritu sensu, bem feito. [tem outras componentes, o cheiro, o gosto, a pele, os olhos, o cérebro, e outras 'substâncias' mais... mas não é um tratado. paramos aqui.]
bom, mas, e isso talvez seja pernicioso, após o 'êxtase-auge-clímax-orgasmo-gozo', 'dois' são 'dois' novamente. e parecia tão melhor ficar assim sendo 'um'... bem, falo de bom sexo, perceber q 'um' é muito mais mágico-gostoso-delirante-sensacional, te faz dar uma tremenda importância pro outro...! dangerous...
Tuesday, December 06, 2005
a volta dos mortos vivos...
claro q não é sobre o filme.
... ser-me-ia de uma complicação fantástica retomar o fio da meada desse blog de uma forma mais ou menos decentemente coerente... retomo, não tão retomando... por várias razões, q enumero a seguir:
1. um relatório do período em off seria, no mínimo 'cacete' [palavrinha q 'aderi' ao vocabulário vinda de tcheckov! resume muito tudo!]
2. passei a maior parte esmagadora absoluta lendo. e isso inclui muitas coisas, até algumas q valeriam o comentário, mas q seria 'cacete' ficar escrevendo...
3. o tempo q não passei lendo, fiz coisas divertidas, interessantes, as quais não convém publicar. reputação... a minha já é uma coisa mais estragada do mundo, sem ninguém nem saber o q eu faço...
4. eu estou olhando pra um texto de um alemão q escreveu sobre o sistema mercantil e sua significância histórica, escrito em 1897, e q eu PRECISO ler... nada vai acontecer se eu não ler. mas eu quero quero quero = preciso!
o q vale a pena falar. fui assistir ontem 'flores partidas', novo do jim jarmusch. muito bom. o vizinho etíope e sua família são especiais!

aí eu me dei conta, mais q em outros tempos, da tarefa de escrever um roteiro. claro q não é elementar. é outra linguagem, a suspensão da realidade acontece num nível diferente, muito diferente da literatura, do teatro...
mas, e o mérito do filme é esse: hay q tener un rigor de ferro pra não deixar a coisa descambar. várias e várias deixas, eu ouvindo o diálogo piegas pronto na boca do bill murray.
mais non! jim jarmusch segue o decálogo do contista perfeito, do meu predileto quiroga, segura seus personagens e os conduz com mão de ferro pela sua história.
... ser-me-ia de uma complicação fantástica retomar o fio da meada desse blog de uma forma mais ou menos decentemente coerente... retomo, não tão retomando... por várias razões, q enumero a seguir:
1. um relatório do período em off seria, no mínimo 'cacete' [palavrinha q 'aderi' ao vocabulário vinda de tcheckov! resume muito tudo!]
2. passei a maior parte esmagadora absoluta lendo. e isso inclui muitas coisas, até algumas q valeriam o comentário, mas q seria 'cacete' ficar escrevendo...
3. o tempo q não passei lendo, fiz coisas divertidas, interessantes, as quais não convém publicar. reputação... a minha já é uma coisa mais estragada do mundo, sem ninguém nem saber o q eu faço...
4. eu estou olhando pra um texto de um alemão q escreveu sobre o sistema mercantil e sua significância histórica, escrito em 1897, e q eu PRECISO ler... nada vai acontecer se eu não ler. mas eu quero quero quero = preciso!
o q vale a pena falar. fui assistir ontem 'flores partidas', novo do jim jarmusch. muito bom. o vizinho etíope e sua família são especiais!

aí eu me dei conta, mais q em outros tempos, da tarefa de escrever um roteiro. claro q não é elementar. é outra linguagem, a suspensão da realidade acontece num nível diferente, muito diferente da literatura, do teatro...
mas, e o mérito do filme é esse: hay q tener un rigor de ferro pra não deixar a coisa descambar. várias e várias deixas, eu ouvindo o diálogo piegas pronto na boca do bill murray.
mais non! jim jarmusch segue o decálogo do contista perfeito, do meu predileto quiroga, segura seus personagens e os conduz com mão de ferro pela sua história.
Friday, November 11, 2005
pesquisa pesquisa pesquisa
moi même... q estou anos-luz longe de postar e ler e comentar blogs por um motivo de força maior. muito maior... volto aqui para um serviço de utilidade pública...
divulgar a pesquisa blogosfera brasil verbeat...

faça como eu, enquanto imprime sarna pra se coçar o fim de semana inteiro, e fica vadiando um pouco na frente do computador... tentando se livrar dessa mérde de ética protestante q a civilização moderna bem criou e introjetou nos nossos inocentes cérebros e sublimes [hã?] espíritos...
responda a pesquisa e vá tomar uma cerveja gelada depois por favor com todo esse calor e sol e tudo mais que perfeito presente e não pretérito porque cerveja gelada tem q tomar na hora agora...
ah... e se não é o GEJFIN pra ir e voltar e botar no ar... to sabendo!
divulgar a pesquisa blogosfera brasil verbeat...

faça como eu, enquanto imprime sarna pra se coçar o fim de semana inteiro, e fica vadiando um pouco na frente do computador... tentando se livrar dessa mérde de ética protestante q a civilização moderna bem criou e introjetou nos nossos inocentes cérebros e sublimes [hã?] espíritos...
responda a pesquisa e vá tomar uma cerveja gelada depois por favor com todo esse calor e sol e tudo mais que perfeito presente e não pretérito porque cerveja gelada tem q tomar na hora agora...
ah... e se não é o GEJFIN pra ir e voltar e botar no ar... to sabendo!
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